03/01/2009

OTTAVIO BOTTECCHIA


Quem foi Ottavio Bottecchia?

O Nome bottecchia está actualmente associado à conhecida marca de bicicletas Italianas. Mas, à semelhança de muitas outras, tais como a Colnago, Merckx, etc, a bottecchia herda o seu nome de uma das mais importantes figuras de sempre do ciclismo Mundial.
Ottavio Bottecchia nasceu em Itália na província de San Martino di Colle Umberto, a 1 de Agosto de 1894. Fazia parte de uma familia pobre em que ele era apenas um dos nove filhos. Frequentou a escola mas por pouco tempo o que tornava praticamente analfabeto. Aprendeu o ofício de pedreiro mas foi noutra área que se tornou conhecido, o ciclismo. Antes de se tornar um dos grandes nomes de Itália, lutou na primeira grande guerra onde viria a ser feito prisioneiro de guerra, no entanto, graças à sua audácia, acabaria por escapar ao cativeiro.

No seu palmarés constam o 5º lugar no Giro em 1923 e no mesmo ano a vitória numa etapa do tour e segundo da geral. Ganha o tour em 1924 e 1925.
Viria a falecer apenas com 32 anos e a sua morte ainda hoje é um mistério. Bottecchia foi encontrado na berma da estrada perto da sua casa. O seu crânio estava fracturado/esmagado, tinha uma clavícula partida e várias escoriações. O mais estranho é que a sua bicicleta estava intacta. Passou doze dias em coma sem nunca recuperar a consciência. Faleceu deixando a mulher e três filhos.

Foram várias as teorias naquela época. Dizia-se que bottecchia tinha parado na estrada para ir apanhar umas uvas e um vitivinicultor o atacou por estar a roubar os frutos, que tinha parado para beber água e não tendo conseguido tirar as presilhas que na altura apertavam os sapatos terá caído e batido com a cabeça numa pedra, etc. Terão sido provavelmente as motivações políticas pois ele era francamente contra o regime de Benito Mussolini. No final da década de 1940, um homem após ser esfaqueado em Manhattan, confessou, ter matado Bottecchia “sob encomenda”. Ao que parece, que fascistas leais ao ditador Benito Mussolini espancaram o ciclista até a morte.
Nunca se poderá provar nada e as teorias serão sempre as teorias.
Morreu assim aquele que foi o primeiro ciclista a vestir a camisola amarela no Tour durante o decorrer de toda a prova.

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