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21/07/2011

CICLISTAS RECUPERAM DO ESFORÇO A 160º NEGATIVOS NO TOUR DE FRANCE

NOTÍCIA "JORNAL PÚBLICO":

"Aguentar temperaturas entre os -150º C e os -170º C (ou até um pouco mais) durante dois ou três minutos faz parte da rotina diária de alguns ciclistas durante a Volta à França.

Todas as manhãs e todas as noites, antes e depois das etapas, os atletas das equipas francesas FDJ e AG2R-La Mondiale - pelo menos estes - passam pela cabina que os expõe a temperaturas negativas extremas, uma prática que tem como objectivo ajudar e acelerar a recuperação do esforço.

Massagens, banhos turcos, alongamentos ou natação são algumas técnicas que os desportistas utilizam para ultrapassar mais rapidamente os esforços extremos. Assim como os banhos de gelo (numa banheira ou num tanque com água e muito gelo), de uso muito disseminado, que são ultrapassados em eficácia por esta versão mais moderna de crioterapia.

Este método, que começa a ser usado em vários desportos pelos atletas ou clubes que têm dinheiro para investir neste equipamento caro, consiste em colocar os atletas num cubículo, aberto em cima, que proporciona um "banho" de frio seco produzido por azoto líquido. As temperaturas negativas associadas a este processo são muito superiores em relação às conseguidas com um banho de gelo e por causa disso têm uma eficácia maior."
Poderão consultar a notícia completa em: www.desporto.publico.pt

03/02/2009

O TREINO - 3ª EDIÇÃO


A questão do TREINO, tem vindo a ser abordada no Azuribike por Luis Barquinha, cujo percurso Desportivo foi já aqui divulgado. Após uma pausa de alguns meses, este assunto volta a ser abordado numa visão clara e objectiva no sentido de proporcionar aos interessados mais informação, que poderá ajudar a melhor compreender o comportamento do Corpo Humano face ao esforço contínuo.

O TREINO – Não há duas sem três.

Para quem leu os outros dois posts escritos por mim, aqui vai a cereja no topo do gelado.
No 1º post, tentei demonstrar que andar de bicicleta, não é apenas montar na besta e andar, mas que também não é nada do outro mundo e que felizmente não somos máquinas.
No 2º post, penso que consegui explicar os princípios gerais para fazer um programa de treino.
Agora, vamos falar a sério.
Quando referi que felizmente nós não somos umas máquinas, era mesmo isso que eu queria dizer. Uma máquina não reage a um esforço, antes pelo contrário fica gasta. O nosso organismo adapta-se com o intuito de “sobreviver” ao esforço.

Neste gráfico podem verificar o desenvolvimento (regra geral) de um indivíduo a uma determinada carga e tal como podem verificar após a carga, existe o período de fadiga (óbvio) e a seguir à recuperação vem a super compensação e é nesta altura que se aplica nova carga.
 Carga: estímulo adicional em relação ao nível habitual, decorrente da aplicação de um exercício de treino.
 Fadiga: redução temporária da capacidade de trabalho, após aplicação de uma carga de treino.
 Adaptação: processo de reorganização interna necessário à aquisição de uma capacidade de resposta a um estímulo exterior mais adequada.
 Supercompensação: resultado de uma adaptação bem sucedida, permitindo uma resposta a um determinado estímulo de nível superior ao nível inicial.
O objectivo de um treinador é fazer coincidir o pico desta supercompensação com os eventos desportivos. E mais uma vez não nos podemos esquecer que cada atleta vai reagir ao treino de uma maneira diferente.
Agora só para desconversar um pouco, vamos ver no caso do remo um shell de 8 (uma embarcação de 8 remadores mais um timoneiro) em que o treinador tem que ter a certeza que todos os atletas têm que atingir o “pico” na mesma altura, senão toda a tripulação será prejudicada por um único atleta que tenha atingido o pico muito cedo, tenha entrado em Sobrecarga ou quem nem sequer tenha atingido o referido pico (imaginem o filme…).
Aqui vai um exemplo de quais as características necessárias a cada modalidade. Devemos ter em consideração que cada uma destas características é treinada em separado, pois são diferentes.
O mesmo treino irá provocar um determinado desenvolvimento fisiológico no atleta de modo que será mais benéfico numa das características e nenhum tipo de treino pode de modo algum ser “o melhor” para mais de uma característica.
No caso do ciclismo, penso que o poria com o mesmo “esquema” que o Remo.
O ciclismo é um desporto de resistência (três ou quatro horas em cima de uma bicicleta, não são propriamente potência ou velocidade) então os treinos terão que ser de longa duração, com uma pulsação dentro daquele limite que já foi falado “Entre L1 e L2: aeróbio”. Um treino diário de 1H30m ou 2 horas, um ou dois treinos semanais de técnica (por exemplo á quarta ou à sexta-feira) de aproximadamente 1H (30m de aquecimento e 30 minutos de técnica), depois no sábado um treino normal um pouco mais lento e algumas acelerações e finalmente no domingo um treino mais longo (para espancar os amigos).
No meu modo de ver para quem não faz competição e tem tempo livre este é um bom programa de treino.
Pelo menos é o que eu faria se andasse de bicicleta (ao fim de um tempo iriam humilhar muitos desses domingueiros que andam por aí). Tenho a certeza que este programa tem falhas (é claro). Não contempla dias para musculação (A ausência de musculação pode ser compensada com muitas subidas), na segunda-feira (depois do treino mais longo) deveria ser um treino mais leve para eliminar o ácido láctico, … Mas volto a dizer se eu pudesse era isto que faria. Muitas horas de treino aeróbio para habituar o corpo e depois veria o que fazer dependendo do modo como o corpo reage.
Volto a frisar, o coração tem que bater durante longos períodos de tempo na zona alvo, os músculos têm que estar habituados a trabalhar durante muito tempo.
E agora meus amigos a técnica. É fundamental estar constantemente atento à técnica. Movimentos fluidos, nada de abanar de um lado par o outro, concentrarem-se na respiração, na posição, etc. é de extrema importância este factor, toda a energia que não é utilizada para fazer a bicicleta andar é desperdício. Até o próprio mudar de velocidade pode gerar muito desperdício de energia.
p.s. vejam a página da Faculdade de Motricidade Humana - Universidade Técnica de Lisboa