24/10/2013

Fonte: "Noticias ao minuto"
 
A informação foi avançada pelo diário Weser Kurier e posteriormente confirmada por Klöden à agência de notícias DPA, alegando que a falta de ofertas e as suas duas filhas são dois dos principais motivos que contribuíram para a decisão de retirar-se.
O alemão de 38 anos, que cumpriu 16 épocas como profissional, foi dispensado pela sua atual equipa, a RadioShack, que no próximo ano correrá como Trek.
Klöden tem um extenso palmarés, no qual se destacam os dois segundos lugares na Volta a França, em 2004 e 2006, que até poderiam ser primeiros, caso a organização do Tour não tivesse decidido não reatribuir as vitórias retiradas a Lance Armstrong.
O agora ex-corredor venceu o Paris-Nice em 2000, a Volta ao País Basco em 2000 e 2001, a Tirreno-Adriático de 2007, a Volta à Romandia de 2008. Conquistou ainda o bronze olímpico em Sydney 2000.
Dono de uma grande classe sobre a bicicleta, Klöden foi por diversas vezes "crucificado" no seu país natal por alegadamente ter recorrido ao doping.
No entanto, no dia da sua retirada, o alemão negou que vá seguir o exemplo de compatriotas como Erik Zabel e Jan Ullrich que, durante as suas reformas, decidiram confessar-se.
"Não tenho nada a confessar", garantiu o homem que nos últimos anos enfrentou a federação alemã, a agência alemã antidopagem e a imprensa germânica.
Durante a sua carreira, Klöden representou a Telekom, posteriormente denominada T-Mobile (1998-2006), a Astana (2007-2009) e a RadioShack (2010-2013).

23/10/2013

Apresentação do Tour de France para 2014
Grande fotografia com um grande Português.
Estas foram as principais figuras entrevistadas no final da apresentação:
 

21/10/2013

RODA 26 vs RODA 29 e ainda a 27.5

Artigo acerca do dilema da escolha do tamanho de roda para BTT publicado por :

Fonte: http://oprojetopedal.wordpress.com
https://www.facebook.com/ProjetoPEDAL


"O btt foi invadido pelas rodas 29, parece que afinal alguém descobriu que só aquilo resulta, estávamos todos errados até hoje!
Mas a questão que se coloca sobre toda esta azafama em trocar de bicicleta é: performance efetiva face às 26, ou apenas moda?!
As bicicletas de roda 29, ou as 29ers não são novidade, aliás, já há uns anos que andam no mercado a operar de uma forma muito tímida e apareciam apenas nos catálogos de marcas que atuavam na periferia dos gigantes do marketing.
A Americana Gary Fisher, que deve o seu nome ao seu fundador, que é tido aliás como o “Pai” do btt, ou pelo menos é uma das personagem que deu origem e marcou o inicio da modalidade que hoje atrai multidões em todo o mundo, foi das primeiras a ensaiar estes modelos.
O btt nasceu no Cromo-molibdénio, um aço de elevada resistência e baixo peso, passou pelo alumínio e desaguou no carbono, passando pelo meio por materiais mais ou menos nobres, mas que o mercado não os fez vingar cada qual pelas suas razoes certamente, pelo menos até á data de hoje (falamos do termoplástico e do titânio).
A tecnologia das transmissões tem evoluído de forma mais ou menos consistente, começamos com 3×7, passamos hoje pelas 3×10, ou 2×10 e mais recentemente a 1×11 (sendo estas relações referentes à relação de andamentos, mais conhecidos por “mudanças”, sendo que a primeira é sempre referente ás “mudanças” disponíveis na roda pedaleira e a segunda à cassete (k7), ou como muitos ainda conhecerão por “carreto”, não sendo este o termo correto atualmente.
As suspensões parace terem a sua tecnologia estagnada atualmente, evoluindo pela redução de peso e melhor performance na absorção de impactos e reduzindo os “bombeares” indesejáveis.
Os fabricantes de quadros dedicaram-se a melhorar as geometrias e desenvolver quadros de suspensão total que oferecessem mais conforto, performance e peso de acordo com o segmento da bicicleta.
E quando não havia mais novidade de relevo para vender, os catálogos eliminam as tradicionais roda 26 e enchem-se com as novas e revolucionarias 29ers.
Perante esta megalómana campanha de marketing, não foi de admirar o mercado (leia-se compradores) irem atrás.
Se uns se apressam a defender a honra da rainha afirmando com uma convicção sem precedentes que estas é que são As bicicletas de btt e as 26 morrerão, outros são mais cautelosos e apalpam, certo é que de forma modesta e tímida apareceram também as 27,5. A confusão está lançada!
Esta febre e estas convicções não são tão lineares assim e os mais confiantes na extinção das 26 deviam ter um pouco mais de cautela nas afirmações e ponderar um pouco mais a situação de uma e de outra.
O fenómeno ainda é recente, recente demais para que estudos possam vir desmontar toda esta “convicção” que se instalou. Mas eles (os estudos) vão aparecer e desenganem-se os que hoje afirmam que quem vai para as 29, não volta. Vão voltar, ai se vão voltar.
650b
Porquê!?
Diz-me quanto medes, dir-te-ei que roda usar! Ou ainda: qual é o teu estilo, qual a tua performance e nível técnico, ou mesmo quanto tempo queres pedalar.
Quanto ao tamanho (e ainda longe de estudos que venham reforçar esta “tese”)
Para já a única recomendação existente é de que a 29ers são mais indicadas para pessoas com mais de 1,75mt de altura. E ponto! Não são referidos ganhos e perdas quanto a esta opção.
O sistema é igual ao que se aplica com as crianças, a razão pela qual existem bicicletas que vão desde a roda de 16 polegadas (ou menor), até á de 24, para que cada crianças possa tirar o máximo de partido em função das suas capacidades e skils (habilidade). É certo que posso pegar numa criança de 6 anos cujo tamanho ideal seria uma roda 16 e pô-la a pedalar numa roda 20, contudo é visível ao utilizador menos treinado, que estamos a comprometer a capacidade de manobra e mesmo de rendimento da criança.
As bicicletas de roda mais pequena são mais “nervosas”, mais ágeis e oferecem maior manobrabilidade a velocidades mais elevadas, no entanto, são também menos estáveis, e é aqui que entra a capacidade técnica de cada um. A exemplo disso observem alguns vídeos de BMX Race, ou de Down-Hill, reparem também na largura de guiador de uma bicicleta de Down-Hill, mesmo utilizando roda 26 a largura de guiador consideravelmente maior em comparação com os de XCO, este detalhe técnico é fundamental por forma a proporcionar mais estabilidade e vencer a inercia de uma roda pequena a alta velocidade.
Dentro do mesmo teatro e função, voltemos ao XCO, vamos comparar a largura de guiadores de uma bicicleta roda 26 e uma 29er. Para virar uma roda 29 o poder de alavancagem do guiador deve também ser superior, uma vez que a inercia e resistência á viragem é naturalmente superior. Mas consegue o guiador (extra) compensar este “défice”? Depende! Se conduz com as mãos mais afastadas vai naturalmente requisitar outros grupos musculares e em longas distancias, ou utilizações mais intensivas com frequentes mudanças de direção, vai também atingir a fadiga mais rapidamente, a são ser, é claro, que esteja no grupo de utilizadores para os quais as 29ers eram o elo que faltava.
Lembre-se que as rodas não passam de giroscópios gigantes, depois de postos em movimento, exercem enorme resistência á mudança e esta resistência é proporcional ao tamanho.
Sim, tudo isto é discutível e tudo depende dos objetivos individuais de cada um.comparação 26 e 29er
Se os objetivos passam pelos domingueiros e picardias entre amigos, dificilmente poderá concordar com isto, pois nunca chegará ao ponto em que sentirá algum destes fatores “na pele”.
Mas se os seus objetivos passam por mais do que preencher o ego e rondam a performance, ou tem em vista a competição, talvez deva avaliar bem esta situação e experimentar bem todos os aspetos e situações possíveis.
Nem só a condição física tem impacto na nossa prestação, mais, muitas vezes pode significar menos.
Mas não se acanhe e não receie voltar ás 26, ou mesmo ficar nas 27,5, experimente e chegue a conclusões, não se guie pelas dos outros e tire as suas isento de pressões de moda, sinta-se bem com o que pedala e pedale com o que se sente bem.
Boas pedaladas."